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ECONOMIA

Selic sobe para 13,75%: veja o que muda no crédito e nos investimentos


04-08-2022 - 09:15
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Marcelo Casagrande


Com o novo aumento na taxa de juro básico, definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), ontem (03), o acesso ao crédito segue com aperto maior no país. Por outro lado, a Selic em patamar mais elevado também reforça a atratividade dos investimentos em renda fixa. A taxa ganhou acréscimo de 0,50 ponto percentual, saltando de 13,25% para 13,75% ao ano com a decisão do colegiado.


O diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, reforça que esse novo aumento na Selic sozinho não tem muito impacto na economia. No âmbito dos investimentos, os aportes em produtos de renda fixa, como Tesouro Selic, CDBs, fundos DI, seguem em alta devido à maior rentabilidade. Isso ocorre porque a Selic é referência para aplicações financeiras nesse modelo.


Valter Bianchi Filho, sócio-diretor da Fundamenta Investimentos, reforça que os investimentos em produtos pós-fixados são os mais rentáveis neste momento de Selic em alta:


— É aquela renda fixa que paga exatamente aquilo que a Selic está pagando — pontua o executivo.


Na questão da poupança, o diretor-executivo da Anefac destaca que esse investimento segue menos atrativo em relação a outras aplicações. Em cenário de Selic muito elevada, a poupança se descola dessa taxa e fica congelada em 6,17% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). No entanto, Oliveira destaca que a poupança segue sendo um bom investimento para pessoas com menos dinheiro para aplicar:


— No caso dos pequenos poupadores, as pessoas que têm pouco dinheiro para aplicar, se for aplicar em um fundo de investimento, além do imposto de renda, tem a taxa de administração cobrada pelo banco. Na hora de aplicar o dinheiro, se a taxa do banco for muito elevada, é preferível ficar na poupança — explica o executivo.


A situação do crédito


O juro em nível mais elevado mantém o custo do crédito mais alto, diminuindo o acesso a essa alternativa por parte de consumidores e empresas. O uso de alguns instrumentos emergenciais, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito, fica mais pesado, aumentando a chance de endividamento e inadimplência. No caso das empresas, pode desacelerar os investimentos.


— O aumento da taxa de juros sempre é prejudicial ao ambiente de negócios. Esse aumento do custo do crédito acaba prejudicando a lucratividade das companhias — afirma Bianchi Filho.


No caso dos consumidores, financiamentos mais longos, como de imóveis ou de automóveis, costumam sofrer os maiores impactos. Os bancos também tendem a aumentar os critérios para disponibilizar crédito em um ambiente com taxas maiores e inflação em alta.

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